Durante muito tempo o Jornal
Hoje apresentado pela TV Globo, tinha como música de abertura e término do referido jornal, uma composição do
Moraes Moreira intitulada de Pelas Capitais. A mesma fazia menção as capitais
dos Estados brasileiros de todas as regiões.
Durante longos anos, o Brasil era
geograficamente dividido entre Sul e Norte, mas com o passar do tempo à divisão
foi ampliada. O que antes era denominado de Norte, atualmente uma parte é
chamada de Nordeste. Embora nos primórdios do Brasil colonial o que hoje é
denominado de Nordeste foi a região mais próspera, mas aos poucos se tornou
sobrepujada pelo Sudeste. E a disparidade econômica tornou-se algo perceptível
e consequentemente desigual. Apesar de tudo, a região Nordeste nunca deixou de
ter lideranças políticas de expressão nacional.
Olhando para o quadro nefasto em que vive
a população brasileira, onde o desrespeito para com quem pensa de maneira
antagônica se tornou algo normal, as eleições municipais estão sendo
aguardadas, principalmente para quem acredita que podem ser utilizadas como
termômetro para o ano de 2026. Antes de tudo, devemos levar em consideração,
que, em uma eleição municipal o eleitor encontra-se mais preocupado com os
problemas de sua cidade e muito pouco se o candidato a prefeito é apoiado por
alguém que deseja disputar à Presidência da República. Mesmo assim, em especial
as capitais dos Estados da Região Nordeste não escaparão dos olhares e das
comparações de âmbito nacional. Naturalmente, o candidato que for eleito
prefeito, não estará livre de receber a pecha de ser ligado ao ex-presidente da
República ou ser ligado ao atual. Algo que grande parte dos eleitores desconsidera,
quando se trata em escolher quem irá administrar o município.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista
político.
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