O fim do bipartidarismo fez nascer a
possibilidade de novos partidos
políticos brasileiros, entre eles o PT. Seu nascimento diverge dos demais
partidos nacionais ao ponto de até quem não nutre nenhuma identificação com
ele, admite que seu nascedouro foi diferente . Como qualquer outro partido político,
o PT também visa o poder e com todos os percalços vividos ao longo dos anos de
sua fundação, desde que o Brasil passou a viver o chamado período da
redemocratização pós-64, todas as eleições presidenciais o PT emplacou uma
candidatura competitiva.
Historicamente, a primeira capital
brasileira governada pelo Partido dos Trabalhadores foi à cidade de Fortaleza.
Com uma administração sofrível, o desgaste perante a opinião pública foi
rotineiro. Com o advento do “Mensalão” e a “Operação Lava Jato”, o que havia
sendo construído pelas passagens no Planalto Central foi se esvaindo e mesmo
depois da vitória presidencial de 2024, o cenário ainda não é dos melhores.
Para tanto, o pragmatismo petista já caiu em campo, sendo assim, não é por
acaso que o partido pretende lançar candidatura própria em 13 capitais (o
número não é mera coincidência). Em reunião, a executiva nacional petista,
decidiu que o aval será dado pela executiva nacional. Ora, se é assim, de que
adianta fazer uma lista com possíveis nomes para compor uma chapa majoritária
se os mesmos não tiverem a benção da executiva nacional? Coisas do pragmatismo
petista.
Olinda, 23 de março de 2024.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista político.
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