Documentos históricos
relatam que durante longo período a atual região nordeste era o principal braço
econômico de sustentação nacional. Parte da pujança econômica se devia ao
famoso ouro branco. Não foi fruto do acaso que Pernambuco se tornou a capitania
mais rentável. Porém, a chegada da família real para o Brasil fez com que os
investimentos econômicos tomassem outros rumos. Aquilo que era perceptível com
relação ao poderio nordestino foi se perdendo com o tempo. As prioridades
voltaram-se para o sul e sudeste e aos
poucos as demais regiões se tornaram quase que recebedoras de migalhas oriundas
da esfera pública e privada.
Infelizmente, os dados apresentados pelo
IBGE confirmam a desigualdade econômica entre as regiões. Entre os dez Estados
brasileiros onde se tem maior dificuldade em se conseguir um emprego, oito
estão localizados no nordeste, um no sudeste e um na região norte. Tentando ser
mais preciso, Pernambuco é segundo colocado. Algo estarrecedor para quem tanto
contribuiu para o enriquecimento da Coroa e se orgulha dos seus heróis. No que
tange as dez capitais com menor índice
de pobreza, não aparece nenhuma cidade da região nordeste. Será que o motivo
esteja diretamente ligado aos governantes que se preocupam mais com
espetacularização do que em pelo menos arrefecer o quadro nefasto?
P. S. Parabéns ao Recife e
Olinda que aniversariam no dia 12 de março.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista
político.
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