Oriundo do mundo grego, os
Jogos Olímpicos ganharam dimensão internacional. Porém, com sua expansão, aos
poucos foi sofrendo modificações. No ano de 1896, adentrou nos jogos o uso de
medalhas para premiar os atletas vitoriosos em diferentes modalidades.
Lembrando que o fato ocorreu na primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era
Moderna e o Brasil conquistou sua primeira medalha em 1920. O fato é que há no
ser humano, um afã pela competitividade e mesmo que alguns à vislumbre como
algo salutar, caso não se tome cuidado, facilmente promoverá ainda que de
maneira velada, rusgas na relação entre as pessoas.
Apesar de ser um lugar em que geralmente
reverbera o desejo da solidariedade e a apologia do princípio da isonomia entre
as pessoas, em alguns momentos, mesma que seja inconsciente, os locais de
ensino promovem e até estimulam a competividade. Se não, o que o representa o
aluno laureado de uma turma. Nada contra aos que já foram, ou ainda serão, mas
por trás existe o discurso de que aquele se destacou entre os demais. Mas se a
competição se faz presente na vida de todos, o mundo da administração pública
não se encontra isento. Que nos diga a recente pesquisa divulgada pelos vários
veículos de comunicação, em que aponta o desempenho dos que governam as capitais
dos Estados brasileiros. Segundo os dados levantados, o prefeito de Recife
aparece em terceiro lugar. Sendo assim, o mesmo recebeu medalha de bronze, já
que sua posição é a terceira. Acontece que, embora esteja no pódio, os dois
melhores colocados, administram cidades que possuem renda per capita menor que
Recife. O que falta ao atual prefeito para ocupar a posição que já foi de
Joaquim Francisco e de Jarbas Vasconcelos? Talvez seja tapar os buracos.
Olinda, 17 de junho de 2023.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista
político.
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