Quando criado, o Instituto
Para Pesquisa Social, conhecido popularmente por Escola de Frankfurt, teve que
enfrentar alguns desafios. Influenciados por teóricos principalmente como Kant,
Hegel, Marx, Freud, e Weber, seus membros desenvolveram a chamada Teoria
Crítica, procurando colocar em tensão os denominados pensadores clássicos com o
cenário da época. Para tanto, buscou confrontar as bizarrices da sociedade
alemã, influenciada pelo Nazismo.
Autores como Adorno, Horkheimer, Erich
Fromm, Benjamin, Marcuse considerados da primeira geração da escola
frankfurtiana, sendo descendentes de judeus, sofreram na pele as perseguições
patrocinadas pelo governo de Hitler. Ao mesmo tempo, fez com que despertasse o
interesse em tentar entender o que levou um país que gerou figuras emblemáticas
da filosofia contemporânea, ovacionar um governo que nutria a perversidade com
o seu semelhante como principal comportamento. Ora, se isso se deu na Alemanha,
quanto mais em países que não tem como histórico valorizar o pensamento
filosófico. Pelo contrário, carrega como tradição o desrespeito aos indivíduos.
Olinda, 13 de maio de 2023.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista
político.
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