Pular para o conteúdo principal

RESSUREIÇÃO ELEITORAL

 

RESSUREIÇÃO ELEITORAL

 

     Depois de passar um longo período preso, para muitos, o Senhor Luiz Inácio Lula da Silva havia encerrado sua trajetória política eleitoral e juntamente com ele o seu legado. Como um fantasma que se “enterra vivo”, ele conseguiu ressurgir das cinzas. Aos poucos, foi construindo a possibilidade de disputar mais uma vez à Presidência da República. Muitas vezes com discurso messiânico, Lula consegue se comunicar com as massas. Até os que desejam seu ostracismo, reconhecem sua capacidade de liderança. Alguém que sai dos chamados grotões da região Nordeste e chega a liderar o maior partido político de “esquerda” da América Latina, não deve ser encarado como algo irrelevante, embora não corrobore com suas ideias.

     O terceiro governo comandado por Lula, certamente será marcado por muitas dificuldades. Além do quadro nefasto em que se encontra o país, fruto da ausência de prioridades do governo anterior, há uma divisão marcada pelo ódio no meio da sociedade brasileira. Portanto, talvez, um dos maiores desafios que será enfrentado pelo atual governo é se não unir, pelo menos acalmar os ânimos da população.

     Lula recebeu majoritariamente por intermédio do povo, a oportunidade de governar o Brasil pela terceira vez, sabendo que depois de tudo o que passou recentemente, seu retorno ao Palácio da Alvorada, sinaliza que não pode repetir os erros do passado. Quem lhe concedeu a oportunidade de mais um mandato, acreditou que será diferente. Caso contrário, estará decretando o seu sepultamento eleitoral, assim como o fim de um sonho.

 

Olinda, 07 de janeiro de 2023.

Sem ódio e sem medo.

Hely Ferreira é cientista político.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENCONTRO DE MEGALOMANÍACOS

       Em um mundo cada vez mais globalizado, as relações internacionais se tornaram extremamente necessárias para o bom andamento entre as nações. Buscar o isolamento poderá causar sérias consequências para o bom andamento econômico. A postura adotada com relação às questões econômicas, pelo presidente da considerada maior potência mundial, acendrou a repulsa de outros governantes. Afinal, no mundo da política, geralmente, o que prevalece é o pragmatismo.      O modelo de economia hegemônica, adotado pelo presidente da terra do Tio Sam, sofre dificuldade de se manter de pé. Afinal, o mundo mudou e consequentemente os padrões de negociações internacionais também estão passando pelo processo de mudanças. Uma agenda imperialista aos moldes atuais é difícil sobreviver.      Enfim, a expectativa que fora criada com relação à participação do governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos na recente Assembleia da ONU, pel...

SINAL COLORIDO

       Depois de mais uma rodada de pesquisa divulgada com relação ao desempenho da popularidade do governo federal, percebe-se que existe claramente, uma queda vertiginosa de aceitação perante a opinião pública. Na verdade, o quadro atual, serve para acender todas as luzes do semáforo, se é que ainda se tem alguma possibilidade.       Talvez, um dos maiores adversários do governo seja o tempo. Pois, parece que cada vez em que tenta se reerguer, um novo problema aparece, e consequentemente, sobrepujando qualquer possibilidade de recuperação da popularidade. Entre os dados apresentados na mais nova pesquisa, o declínio da popularidade do governo entre os que professam o catolicismo romano, justamente no momento em que se tentava descobrir uma forma de aproximar-se com os pentecostais e neopentecostais, provavelmente, ampliou o grau de preocupação.      Havia certa apologia de que a fraca popularidade do governo est...

EM OLINDA, TUDO DO MESMO JEITO

         Durante o período das eleições municipais do ano passado (2024), tive o privilégio de participar das sabatinas promovidas pela Rádio Folha FM, com os candidatos ao cargo de prefeito, de várias cidades, dentre as quais, da cidade de Olinda. Em um dado momento, questionei,   à época, da   candidata e, atualmente prefeita se ela mesma abriria diálogo com entidades que se preocupam com patrimônio histórico local.   Na oportunidade, ouvi da candidata que o diálogo seria mantido. Confesso que fiquei estupefato, vez que, até aquele momento, em especial o Instituto Histórico de Olinda havia requerido audiência com o chefe do poder executivo municipal, mas sem ter até aquele momento, nenhuma resposta. De imediato, a candidata se mostrou solícita em querer resolver o problema, tanto é que, na disputa do segundo turno das eleições, ela fez questão de mencionar durante o programa de rádio que havia procurado saber do caso. Entretanto, a resp...