Antigamente, falar das
questões ligadas ao meio ambiente não era comum. Infelizmente, o tema era visto
como algo restrito a localidade onde se dava o problema. Com o passar dos anos,
o tema ganhou notoriedade e preocupação internacional. Destruição da flora e da
fauna, deixou de ser encarado como um problema apenas para os defensores das
questões ambientais. Percebe-se que a ausência de uma agenda pública que veja a
temática como algo relevante, afeta diretamente a qualidade de vida de todos.
Talvez seja o principal motivo do crescimento nos últimos anos, de grupos
preocupados com a falta de compromisso na preservação do meio ambiente.
Historicamente, o Brasil não tem feito o
dever de casa com relação ao zelo pela Amazônia. Não sendo surpresa que ocorreu
o ano passado, o país bateu todos os recordes em desmatamento. E nem precisa de
esforço para sabermos o que ocasionou. Porém, no que tange ao Serrado, dos
quatro estados onde mais se devastou, três deles estavam sendo governados por
pessoas aliadas do atual governo. Pasmem, todos eles atualmente comandando
algum ministério. Se o atual governo pretende incrementar uma política ambiental
de qualidade, certamente não terá como modelo o que fora adotado pelos seus
aliados. Certamente deve saber que entre agosto de 2021 e julho de 2022 cresceu
25,3% em relação ao período de 12 meses anterior. Lembrando que em 2022, os
estados de maior destruição em primeiro lugar foi o Maranhão com 27% do total
desmatado. Logo em seguida, aparece o estado da Bahia, Tocantins e o Piauí.
Sendo assim, conclui-se que a boiada também passou com o aval dos asseclas do
atual governo.
Olinda, 21 de janeiro de 2022.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista
político.
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