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CIDADANIA GLOBAL

 

O ano de 1989, foi decisivo para as questões internacionais. Principalmente no campo da economia, cidadania e consequentemente nas relações. De imediato, lembremos do Consenso de Washington, em que medidas propostas em uma reunião em novembro do ano já mencionado, ganharam notoriedade e dimensão internacional. Na oportunidade, participaram economistas de várias instituições financeiras localizadas na Capital dos Estados Unidos da América do Norte. Se fizeram presentes: Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Entre as propostas apresentadas, recomendaram aos países da América Latina, ampliar as principais ideias do neoliberalismo. Para os defensores, as medidas eram necessárias para sair da estagnação econômica. Fruto da chamada Época Perdida. Segundo o Banco Mundial, o Consenso de Washington não seria o único ponto apontado e defendido pelos economistas.

     Um marco na história, foi a queda do muro de Berlim. Com o ocorrido, muita coisa mudou com relação a forma de se entender o mundo. O conceito de cidadania passou um processo de renovação hermenêutica, em que o ser humano foi se tornando um cidadão global e não mais local. Na verdade, ele mora no território, mas é um desterritorializado. Sendo aceito no cenário econômico, mediante sua capacidade de consumo.

    Na agenda do neoliberalismo, as privatizações são entendidas como algo imprescindível para o sucesso do projeto. Produzindo um Estado cada vez menos intervencionistas, principalmente em políticas públicas, pois elas devem pertencer ao terceiro setor e não ao poder público.

 

P.S. Não chores por mim Argentina.

 

Olinda, 07 de outubro de 2022.

Sem ódio e sem medo.

Hely Ferreira é cientista político.

 

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