Desde o processo de reabertura,
o PMDB, agora MDB, não consegue emplacar uma candidatura que demonstre ter
gordura suficiente para chegar ao Planalto Central. Nem mesmo o maior nome do
partido até hoje, o desaparecido em um acidente aéreo, o ex-deputado Ulysses
Guimarães, conseguiu demonstrar força nas urnas. Mesmo assim, com grande
influência no Congresso Nacional, quem não tem o apoio do partido certamente
terá dificuldade para governar. Até o Partido dos Trabalhadores, percebeu, que
sem o MDB ao seu lado, não lograria sucesso eleitoral. Não foi fruto do acaso
que escolheram o Senhor Michel Temer para compor a chapa.
Com o processo de impeachment, criou-se
uma orquestração que o professor Michel Temer tramou contra Dilma Rousseff, já
que na posição de vice, seria o maior beneficiado. Assim, colocaram-lhe pecha
de golpista. O quadro acirrado em que vive o Brasil, o MDB apresentou um nome
para disputa presidencial. Sendo escolhida a senadora Simone Tebet. Primeira
mulher que presidiu à Comissão de Constituição e Justiça. Considerada a mais
importante comissão do Senado. Mesmo assim, existe uma ala do partido que sonha
em apoiar o ex-presidente Lula. Para tanto, pasmem, um dos principais
articuladores é o ex-presidente Michel Temer. Acontece que recentemente, em uma
entrevista, sua ex-companheira de chapa disse que o mesmo é “traidor” e
“golpista”. Embora ele tenha afirmado que “Dilma é honesta. Honestíssima. Não
há nada que possa apodá-la de corrupta”. As declarações da ex-presidente,
causou pandemônio e muitos acreditam que poderá atrapalhar as conversas de
reaproximação do MDB com o PT. Continuando assim, Lula terá que se desdobrar
entre fazer campanha e aparar arestas. Que nos diga sua passagem por
Pernambuco.
Olinda, 26 de julho de 2022.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista
político.
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