“Compra-se
o que tem preço. O que tem valor conquista-se”. (Autor desconhecido)
Recentemente, fomos procurado por uma
estudante do curso de jornalismo para opinar com relação ao tema do TCC
(Trabalho de Conclusão de Curso), em que versa sobre o renascimento do
conservadorismo no Brasil a partir do ano de 2018. Antes de tudo, entendemos
que naquele ano, não ocorreu o renascimento, mas o cenário se tornou favorável
aos seus asseclas.
Nunca é demais lembrar, que por aqui sempre se teve muita dificuldade em encarar
como realmente deve ser, questões ligadas aos direitos humanos. Via de regra, o
que prevalece é a ideia construída em alguns casos por desinformação, outras
vezes por maldade, de que os direitos humanos têm como objetivo proteger
facínoras. Assim, se procura ignorar a ampla agenda em que o mesmo encontra-se inserido em garantir e se
possível ampliar direitos individuais e coletivos dos cidadãos.
Em uma sociedade em que as oligarquias
permanecem atuando, não se deve acreditar que o conservadorismo será extirpado
mediante decisões judiciais. Pelo contrário, o estará fundamentado quando
realmente for posto em prática um modelo educacional que leve o indivíduo ao
desejo constante da prática da alteridade. Não sendo assim, os algozes da
história, sempre terão o controle social, favorecendo o patrocínio de atitudes
draconianas. Apoiados em uma hermenêutica capenga, mas encontra guarida nos
donos do poder.
Olinda, 17 de novembro de 2021.
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