‘Se a pessoa não se importou com o seu
afastamento, pode crer que sua presença não fazia diferença”. (Izabella
Nascimento)
Depois de um longo período em que havia
apenas dois partidos políticos (ARENA e MDB), em 1979, com o processo de
abertura, o Brasil começa viver uma nova fase histórica. O cenário foi se
tornando favorável, permitindo o nascimento, ou recriação de partidos
políticos. Assim, em 17 de junho daquele ano, nasce o Partido Democrático Trabalhista
(PDT). A famosa Carta de Lisboa foi o embrião do partido. Fruto da aproximação
de Leonel de Moura Brizola com o político português Mário Soares.
O processo de anistia trouxe Leonel
Brizola de volta ao Brasil, trazendo na
bagagem as marcas do exílio, esperança de um Brasil melhor e a crença que
refundaria o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Porém, embora o país já
exalasse um aroma libertário, a histórica legenda foi entregue a deputada Ivete
Vargas, que carregava o sobrenome, mas não tinha a força política
representativa que possuía Brizola. Ao ser tolhido do comando da legenda, o até
então, ex-governador do Rio Grande do Sul, criou o PDT. No conteúdo programático
do partido considerou o seguinte: assistência à infância e aos jovens; defesa
dos interesses dos trabalhadores, das mulheres, das populações negras, das
populações indígenas e da natureza brasileira, contrário à poluição e a
deterioração do meio ambiente que como consequência, promove a exploração
predatória e além de recuperar concessões feitas a grupos estrangeiros,
entendidos como lesivos ao patrimônio e a economia do país.
Diante do cenário em que estamos vivendo,
seria bom que fosse revisitado os ideais do PDT. Talvez assim, a população
consiga perceber que o legado de Brizola permanece vivo e eficaz.
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