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REPUBLICANISMO À BRASILEIRA

 

 

 

“Inteligente é aquele que sabe a hora certa de parar de dar corda para algo que não tem futuro”. (Kzureto)

 

    As palavras possuem significados através dos anos, mas também se encontra inerente ao contexto histórico. No cenário é possível enquadrar o individualismo. Doutrina em que o real é formado pelos indivíduos. Sendo assim, o individualismo pode ser entendido por dois prismas: o primeiro pode ser visto como algo “negativo”, onde o indivíduo é interpretado como um “átomo social”. O segundo é entendido como algo “positivo”, em que o indivíduo se assemelha ao conceito de pessoa. Há autores que defendem que o que se entende por indivíduo, encontra-se em oposição ao Estado, a sociedade e outras questões. Mas há também os que defendem que mesmo assim, ela não torna o indivíduo antissocial. Na verdade, o primeiro conceito (visão negativa), compreende o individualismo como sinônimo de egoísmo.

     No Brasil, a visão pessimista pertence ao campo majoritário, geralmente, costuma-se fazer juízo de valor a partir do que se entende ser melhor para si e não em uma visão predominantemente republicana, em que o coletivo seja reinante. Não foi debalde, quando na obra Raízes do Brasil, o escritor Sérgio Buarque de Holanda afirmou que por aqui o que prevalece é o espírito privado e não o público. É por isso que muitos procuram comparar a administração pública a partir das vantagens que conseguem obter. Tendo uma leitura reducionista e exclusivista daquilo que deve ser entendido como direito de todos.

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