Valoriza
sua mãe enquanto a tem... porque só quem não a tem mais, sabe a falta que ela
faz. (Fábio de Melo)
O dia 1° de abril é comemorado
tradicionalmente em alguns países do ocidente como o dia da mentira. No Brasil
não é diferente. As brincadeiras são constantes para tornar o dia mais
divertido. Embora não exista unanimidade no que tange sua origem, o campo
majoritário atribui que seu nascedouro foi na França, sendo inerentes as
pessoas que não aceitaram as alterações patrocinadas pelo rei Carlos IX no
calendário. Existe uma ala divergente, que atribui a origem do dia da mentira
ao período medieval. Mas voltando a corrente majoritária, a mesma encontra
respaldo por causa da caduquice do calendário criado por Juliano. A época, o
Estado francês comemorava o Ano Novo no dia 25 de março, quando era dado início
a estação da primavera, as comemorações se estendiam até o dia 1° de abril.
Em 1563, o rei Carlos IX resolveu mudar o
Ano Novo francês para o dia 1° de janeiro. Ao ser aprovada pelo Parlamento,
recebeu o nome de Édito de Roussilou.
A partir daí, ocorreu à mudança no calendário. Mesmo assim, algumas pessoas
continuaram comemorando o Ano Novo no dia 25 de março. De uma coisa tenho
certeza, o aniversário de nascimento da minha genitora é no primeiro dia do mês
de abril. Para mim sempre foi motivo de muita alegria. Mas desde que deixou a
terra, a data passou a ser para mim como algo sombrio e recheado de saudosismo
de um período que não volta mais. Gostaria
que fosse mentira o seu falecimento, assim como a quantidade tenebrosa de
pessoas que estão perecendo por conta da COVID-19.
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