Pular para o conteúdo principal

ARISTÓTELES E O ISOLAMENTO SOCIAL

 

 

 

     Natural da cidade de Estagira há duas versões que prevalecem com relação à vida de Aristóteles e sua chegada à cidade de Atenas. Uma narra que ele jogou fora o patrimônio por conta do tipo de vida agitada e entrou no Exército para evitar a fome. Teria ido estudar com Platão aos 30 anos de idade. A outra versão é que chegou a cidade de Atenas com 18 anos de idade para estudar com Platão.

     Tornando-se aluno de Platão, a passagem de Aristóteles pela Academia lhe rendeu alguns problemas com o seu mestre. Porém, não expurgou de Platão o reconhecimento da mente brilhante do seu discípulo, tanto é que afirmou que ele era o “nous” da Academia. Com o falecimento de Platão, por um processo natural, o jovem estagirista seria o sucessor na Academia. Mas não foi o que ocorreu. Com efeito, Aristóteles fundou sua escola denominada de Liceu e adotou como forma de ensino o modelo peripatético.

     Homem de reflexão acendrada percebeu a participação do indivíduo na polis. Concluiu que o ser humano é naturalmente um animal político, pois nasceu para viver em sociedade.

     O quadro pandêmico atual proporcionou em alguns momentos até coercitivamente, a necessidade do afastamento do convívio social. Algo extremamente draconiano ao ser humano, dentro de uma perspectiva aristotélica. Fazendo com que alguns defensores de que a prisão domiciliar é uma regalia, começassem rever o posicionamento.  Uma coisa é ficar em casa por opção, outra é por força das circunstâncias.

     Embora as divergências existam, e é necessário, contanto que haja respeito entre as partes, à falta de convívio com o outro, afeta o comportamento do ser humano. Nem Zaratustra escapou. Entretanto, não significa afirmar que o convívio social seja de todo benéfico. Há casos em que exerce influência negativa no indivíduo. Onde não rara às vezes os fatores exógenos contribuem para determinados conflitos sociais. Produzindo um número de adeptos de que o ambiente formado por pessoas as quais convivemos, exercem influência com relação ao nosso gosto e atitudes. Tornando-nos vulneráveis a determinadas situações.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENCONTRO DE MEGALOMANÍACOS

       Em um mundo cada vez mais globalizado, as relações internacionais se tornaram extremamente necessárias para o bom andamento entre as nações. Buscar o isolamento poderá causar sérias consequências para o bom andamento econômico. A postura adotada com relação às questões econômicas, pelo presidente da considerada maior potência mundial, acendrou a repulsa de outros governantes. Afinal, no mundo da política, geralmente, o que prevalece é o pragmatismo.      O modelo de economia hegemônica, adotado pelo presidente da terra do Tio Sam, sofre dificuldade de se manter de pé. Afinal, o mundo mudou e consequentemente os padrões de negociações internacionais também estão passando pelo processo de mudanças. Uma agenda imperialista aos moldes atuais é difícil sobreviver.      Enfim, a expectativa que fora criada com relação à participação do governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos na recente Assembleia da ONU, pel...

SINAL COLORIDO

       Depois de mais uma rodada de pesquisa divulgada com relação ao desempenho da popularidade do governo federal, percebe-se que existe claramente, uma queda vertiginosa de aceitação perante a opinião pública. Na verdade, o quadro atual, serve para acender todas as luzes do semáforo, se é que ainda se tem alguma possibilidade.       Talvez, um dos maiores adversários do governo seja o tempo. Pois, parece que cada vez em que tenta se reerguer, um novo problema aparece, e consequentemente, sobrepujando qualquer possibilidade de recuperação da popularidade. Entre os dados apresentados na mais nova pesquisa, o declínio da popularidade do governo entre os que professam o catolicismo romano, justamente no momento em que se tentava descobrir uma forma de aproximar-se com os pentecostais e neopentecostais, provavelmente, ampliou o grau de preocupação.      Havia certa apologia de que a fraca popularidade do governo est...

EM OLINDA, TUDO DO MESMO JEITO

         Durante o período das eleições municipais do ano passado (2024), tive o privilégio de participar das sabatinas promovidas pela Rádio Folha FM, com os candidatos ao cargo de prefeito, de várias cidades, dentre as quais, da cidade de Olinda. Em um dado momento, questionei,   à época, da   candidata e, atualmente prefeita se ela mesma abriria diálogo com entidades que se preocupam com patrimônio histórico local.   Na oportunidade, ouvi da candidata que o diálogo seria mantido. Confesso que fiquei estupefato, vez que, até aquele momento, em especial o Instituto Histórico de Olinda havia requerido audiência com o chefe do poder executivo municipal, mas sem ter até aquele momento, nenhuma resposta. De imediato, a candidata se mostrou solícita em querer resolver o problema, tanto é que, na disputa do segundo turno das eleições, ela fez questão de mencionar durante o programa de rádio que havia procurado saber do caso. Entretanto, a resp...