“O
tempo vence toda a ilusão.” (Aldir Blanc)
Em um país onde realmente se tem um
projeto de futuro, uma das prioridades é a preocupação com o destino da
juventude. Acredita-se que sem a participação dela, torna-se difícil vislumbrar
dias melhores e consequentemente a possibilidade de renovação na maneira de
pensar e praticar a política partidária. Os jovens devem participar diretamente
das transformações da sociedade a qual pertencem. Sem querer generalizar,
infelizmente, no Brasil não tem sido assim.
Fruto de um desgaste que as chamadas
raposas da política estão sofrendo em cada pleito, uma das formas de tentar
ludibriar o eleitor é o discurso da renovação e para isso procuram nos
laboratórios partidários, ou na prole, figuras joviais. Acontece que a
renovação da política, não é feita a partir da data de nascimento dos
candidatos e sim de suas ideias. Há jovens que representam o atraso e a
manutenção das velhas oligarquias que nunca foram extirpadas da política
nacional. São representantes dos clãs e não do povo.
O candidato (a) é verdadeiramente jovem,
quando apresenta ideias exequíveis dentro da realidade de uma sociedade e para
tanto, não precisa ajustar o discurso e a indumentária com o intuito
exclusivamente de aparentar algo que não é.
Existem candidatos que embora possuam uma
idade avançada, no que tange ao registro de nascimento, mas não significa
afirmar que lhes faltem novas ideias e que além de inovadoras, sejam possíveis
de praticá-las. Procuram antenar-se com as necessidades da população, pois o
tempo de vida fez com que aprendessem ouvir o suspiro dos oprimidos com os quais os candidatos (a) se sentem
identificados. As causas populares fazem parte da sua rotina de vida e não de uma agenda de campanha eleitoral. Aliás,
muitas dessas agendas são montadas a partir de pesquisas qualitativas em que o
discurso do candidato vai procurando se amoldar ao gosto do eleitor, mas ele
sabe que na prática é algo inviável, ou por questões da competência do cargo
que disputa, ou por não existir de sua parte nenhum compromisso com tais
propostas.
Quem tem ouvidos ouça, assim falava
Zaratustra.
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