Certa vez, tive acesso a um artigo publicado em um jornal local em que o autor de origem lusitana e residente na capital do
seu país de origem, fazia algumas críticas ao Estado de Pernambuco. Na verdade, as críticas eram direcionadas ao Instituo Ricardo Brennand, que segundo ele, estava promovendo euforia no Estado ao enaltecer
o período holandês.
Durante a narrativa, o autor do artigo, dizia que não se devia comemorar o período dos holandeses em terras pernambucanas, já que segundo ele, os mesmos
não foram amados em nenhuma de suas colônias e que nenhuma delas deram certo ao se tornarem independentes.
Nunca tive procuração para defender o Instituto e o seu proprietário. Cheguei à vê-lo uma única vez, mas confesso que achei-me no dever
de emitir uma opinião antagônica ao artigo. É bem verdade, que o Instituto com sua grandiosidade por si só já demonstra sua importância na história de Pernambuco. Afirmei que
os pernambucanos eram gratos ao Senhor Ricardo Brennand por ter proporcionado o acesso ao outro lado da nossa história, sem que a mesma fosse contada apenas pelo viés de Apipucos.
Afirmar que os flamengos não eram queridos pelos colonos, não significa dizer que os que aqui chegaram primeiro, foram amados, ou em outras terras que conquistaram.
Para refrescar nossa memória, é bom lembrarmos da resposta dada pelos países africanos quando foram convidados à participarem das comemorações dos quinhentos anos do Brasil.
Não cabe a discussão se os holandeses tivessem por aqui ficado, se hoje seria melhor. Vale salientar, que invasor nenhum é bem quisto. Entretanto, não
há como negar que o governo do alemão Maurício de Nassau serviu para o desenvolvimento local. Sendo assim, os pernambucanos devem ser gratos ao Senhor Ricardo Brennand por proporcionar a oportunidade de
se ter acesso ao legado de como diria o professor José Antonio Gonçalves de Mello em sua obra Tempo dos Flamengos.

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