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COISAS DO PASSADO


Cientista político Hely Ferreira
Cientista político Hely FerreiraFoto: Folha de Pernambuco

Procurando fazer exercício de memória, naturalmente nos reportamos ao passado e o pensamento começa a divagar por vários fatos que marcaram nossa vida. Muitos devem lembrar principalmente quem viveu em alguns momentos em cidade interiorana, em que era comum existir pessoas de idade avançada que gostavam de se reunir nas praças.

Mas aos poucos o número diminuía, pois alguns ficavam impossibilitados de se locomoverem e outros partiam do planeta Terra. E assim, o desaparecimento gradativo ou imediato, fazia com que a maioria dos moradores se quer percebessem a ausência daqueles frequentadores das praças. Coisa do passado?

Antigamente os comícios eram verdadeiramente uma grande festa cívica, onde os candidatos com seus discursos inflamados encantavam os eleitores, produzindo catarse. Recheadas de retórica, as mensagens dos candidatos encontravam guarida na mente e no coração do eleitor. Coisa do passado?

No passado, boa parte dos rapazes desejosos em encantar as jovens, faziam serenatas, acompanhados de um violão e de canções que falavam de amor. Coisa do passado?

As crianças brincavam com “revólver”, “metralhadoras” e nem por isso, tinham pré-disposição para práticas violentas. Coisa do passado?

Um dos orgulhos do trabalhador brasileiro era expor sua Carteira de Trabalho, sendo um dos símbolos da sua dignidade. Coisa do passado?

Andar pelas ruas das grandes cidades em qualquer horário, sem se sentir vulnerável a ser vítima dos facínoras. Coisa do passado?

Sou da época em que as rádios de Frequência Modulada (FM), tocavam música de qualidade e ao término da canção informava o intérprete e o compositor. Coisa do passado?

*Hely Ferreira é cientista político.

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