O relato histórico nos diz (embora haja contestação), de que
o primeiro ato de nepotismo ocorrido em terras brasileiras foi praticado por
Caminha em sua carta ao rei D. Manuel. Surgindo a vulgarização da expressão
“pistolão”, oriunda de epístola. Daí em diante, o nepotismo se tornou algo
corriqueiro por aqui. É bem verdade, que nos últimos anos, algumas medidas
foram tomadas, visando tolher a prática nefasta e anti-republicana. Acontece que
vivemos em um país onde o público e o privado se confundem, onde boa parte da
chamada classe política, não mede esforços para fazer um mimo aos parentes,
principalmente quando o mesmo vem do erário público.
Empregar parentes
em órgãos públicos, é algo “normal” na história de Pindorama. E pelo jeito, vai
continuar sendo. Com todas as medidas criadas para combater a falta de espírito
público no país, não é difícil se ter notícias em que os Estados e
principalmente os municípios, estão abarrotados de parentes das lideranças
políticas, ocupando cargos estratégicos, onde na maioria das vezes o critério não
é o da meritocracia, mas o do sobrenome. Aliás, no Brasil vale muito mais do
que o currículo.
Em uma visão além
do bem e do mal, as nomeações de parentes na esfera pública, em tese não sofre
nenhum tipo de interpelação de quem tem competência para fazer. Pelo contrário,
assiste a tudo calado em um claro retrato de omissão e de falta de compromisso
com os ideais republicanos.
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