Em período
pré-eleitoral, torna-se algo rotineiro as críticas onde boa parte são oriundas
de opositores que só vislumbram o quanto pior melhor. Propostas que possam melhorar as questões
administrativas, na maioria das vezes estão bem distantes.
O quadro atual não
tem sido dos melhores. Mergulhado em uma crise que parece não ter fim, o
cenário nefasto em que vive o Brasil, vem afetando diretamente as grandes
cidades, e Recife não se encontra isenta. Entre tantos problemas, parece-nos o
mais grave a ausência de segurança. Cada dia a população se sente desprotegida.
Raramente, encontramos alguém que não foi vítima de um roubo ou furto. Viver na
Veneza brasileira vem se tornando cada vez mais desafiador. A quantidade
alarmante dos roubos aos transportes coletivos, já virou parte da agenda da
cidade. Precisa-se resgatar o amor pelo Recife e a alegria de se viver na
capital do Nordeste, que brevemente será chamada de capital das trevas, tamanha
é a escuridão das ruas e avenidas.
Bem sabemos que
parte dos comentários vindo do mundo acadêmico, para alguns representantes do
povo é algo irrelevante, principalmente em um país onde a chamada classe
política é polivalente, exceto no que diz respeito às questões econômicas. Mas
nem tudo está perdido. Talvez o espírito guerreiro que sempre se fez presente
em nossa história, seja capaz de repensar, ou reinventar à cidade. Não é
possível que em uma sociedade chamada de pós-moderna o continuísmo seja o que
prevaleça. Mas do que nunca, ousar é preciso e a primeira atitude se aprende
com Sérgio Buarque quando disse que devemos romper com todo o vestígio de
colonização que insiste em sobreviver em nosso meio.
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