Nascido nas proximidades de Edimburgo, em 1514, John Knox era
conhecido como um exímio pregador. Dentre tantas virtudes, a coragem era algo
constante na vida do pregador escocês.
Ainda jovem, Knox
recebeu orientação educacional em St. Andrews, logo depois estudou na
universidade de Glasgow. No ano de 1536, foi ordenado padre e em 1545, anunciou
sua adesão ao protestantismo.
Na opinião de
Lloyd-Jones, John Knox é o principal precursor do puritanismo. Viveu em um
contexto onde os conflitos entre católicos e protestantes era algo rotineiro,
principalmente na Espanha, Inglaterra e no seu país de origem (Escócia). O
cárcere foi algo comum na vida de John Knox. As prisões eram frutos de sua
pregação calorosa, combatendo o clero que era marcado pela avareza e o poder
civil recheado de corrupção (qualquer semelhança é mera coincidência). Não foi
debalde dizerem que ele pregava com fogo nos ossos, ou seja, confrontando as
heresias teológicas e o descaso do poder público da época.
Durante um
período, buscou refúgio na suíça, vivendo protegido por João Calvino.
Procurando resistir
à corrupção política e eclesiástica, terminou sendo condenado a uma pena de 19
meses de reclusão, deixando-o o enfermo. Com relação a sua conduta, disse
Calvino: “tão fácil de difamar, difícil de imitar”. Knox conseguia unir coragem
com vida piedosa. Assim dizia ele: “Oh! Senhor Eterno, mova e governe minha
língua para que eu fale a verdade”.
Bom seria, que
aqueles que costumam se autodenominar seguidores dos reformadores, buscassem
ter postura mais contundente com relação não apenas aos problemas teológicos,
mas também as questões que envolvam diretamente a sociedade. Defendendo
liberdade de expressão e a separação entre Igreja e Estado.
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