Pular para o conteúdo principal

LAMPEJOS REFORMADOS

     Os dois primeiros séculos do segundo milênio, deram sinais de que haveria mudanças na Igreja e na parte do mundo Ocidental.
     A cristianização dos vikings, que até então era um povo extremamente violento. Tanto é, que perseguiram igrejas e mosteiros nos séculos XI e XII.
     Depois de cerca de 400 anos de opressão islâmica contra os cristãos do Oriente, a igreja resolveu confrontar as atrocidades. Dando início em 1095, pelo papa Urbano II, as cruzadas.
     O papa Gregório VII, defendeu que se construíssem escolas nas dependências das catedrais. O núcleo se tornou em universidades. Frutos do decreto de Carlos Magno. As principais universidades foram Bolonha (1088), Oxford (1096), Paris (1150) e Cambridge (1209). No quadro assim, apareceu Pedro Valdo, que abandonou a riqueza, dando nome ao movimento dos valdenses. É considerado o mais velho precursor da Reforma. Importante lembrar, que não se deve confundir com os Cátaros, ou Albigenes. Há livros que os colocam juntos, mas esse segundo grupo é considerado herético.
     Pedro Valdo era um comerciante rico de Lyon, entre os anos de 1160 e 1176. Existem várias narrativas com relação a sua conversão ao cristianismo, mas o texto de Mt. 19: 16 -21 é o que se fala que foi decisivo em sua vida. Ao se converter ao cristianismo, juntou o suficiente para ajudar aos necessitados e restituiu aos que havia defraudado. Além disso, remunerou dois clérigos para que traduzissem partes do Novo Testamento. Com as cópias, ele se dedicou a ensinar o batismo de adultos e o retorno às escrituras.
     Em 1779, seus seguidores compareceram ao IIII Concílio de Latrão. O papa Alexandre III reconheceu o valor das ideias do grupo. Porém, no ano de 1183, ele e os seguidores. Foram impedidos de pregar pelo bispo de Lyon, tendo a concordância do papa Lúcio III, passando o grupo a se reunir em grutas.

P.S. Este artigo é o primeiro de uma série com relação aos 500 anos da Reforma Protestante.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENCONTRO DE MEGALOMANÍACOS

       Em um mundo cada vez mais globalizado, as relações internacionais se tornaram extremamente necessárias para o bom andamento entre as nações. Buscar o isolamento poderá causar sérias consequências para o bom andamento econômico. A postura adotada com relação às questões econômicas, pelo presidente da considerada maior potência mundial, acendrou a repulsa de outros governantes. Afinal, no mundo da política, geralmente, o que prevalece é o pragmatismo.      O modelo de economia hegemônica, adotado pelo presidente da terra do Tio Sam, sofre dificuldade de se manter de pé. Afinal, o mundo mudou e consequentemente os padrões de negociações internacionais também estão passando pelo processo de mudanças. Uma agenda imperialista aos moldes atuais é difícil sobreviver.      Enfim, a expectativa que fora criada com relação à participação do governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos na recente Assembleia da ONU, pel...

SINAL COLORIDO

       Depois de mais uma rodada de pesquisa divulgada com relação ao desempenho da popularidade do governo federal, percebe-se que existe claramente, uma queda vertiginosa de aceitação perante a opinião pública. Na verdade, o quadro atual, serve para acender todas as luzes do semáforo, se é que ainda se tem alguma possibilidade.       Talvez, um dos maiores adversários do governo seja o tempo. Pois, parece que cada vez em que tenta se reerguer, um novo problema aparece, e consequentemente, sobrepujando qualquer possibilidade de recuperação da popularidade. Entre os dados apresentados na mais nova pesquisa, o declínio da popularidade do governo entre os que professam o catolicismo romano, justamente no momento em que se tentava descobrir uma forma de aproximar-se com os pentecostais e neopentecostais, provavelmente, ampliou o grau de preocupação.      Havia certa apologia de que a fraca popularidade do governo est...

EM OLINDA, TUDO DO MESMO JEITO

         Durante o período das eleições municipais do ano passado (2024), tive o privilégio de participar das sabatinas promovidas pela Rádio Folha FM, com os candidatos ao cargo de prefeito, de várias cidades, dentre as quais, da cidade de Olinda. Em um dado momento, questionei,   à época, da   candidata e, atualmente prefeita se ela mesma abriria diálogo com entidades que se preocupam com patrimônio histórico local.   Na oportunidade, ouvi da candidata que o diálogo seria mantido. Confesso que fiquei estupefato, vez que, até aquele momento, em especial o Instituto Histórico de Olinda havia requerido audiência com o chefe do poder executivo municipal, mas sem ter até aquele momento, nenhuma resposta. De imediato, a candidata se mostrou solícita em querer resolver o problema, tanto é que, na disputa do segundo turno das eleições, ela fez questão de mencionar durante o programa de rádio que havia procurado saber do caso. Entretanto, a resp...