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O SILÊNCIO DAS RUAS



Em qualquer Estado moderno que se diz democrático, a participação da população é algo inerente. O problema é que se tratando de Brasil, as chamadas festas populares conseguem mais adesão do que as manifestações políticas partidárias. Embora as mesmas exerçam influência direta na vida de todos. No ano de 2013, proliferou-se no Brasil, uma onda de reinvindicações, em que seus líderes afirmavam não quererem qualquer relação com os partidos políticos. Lamentavelmente, as mobilizações não surtiram o efeito esperado, vez que, a chamada classe política, comportou-se  como ouvido de mercador.
     O discurso de moralização na política, restringiu-se aos arroubos retóricos. Na verdade, grande parcela da população prega o fim da corrupção, mas a penas quando ela não lhe beneficia. Assim sendo, o Congresso é um reflexo do povo, já que os congressistas foram escolhidos mediante soberania popular.
     Havia quem acreditasse que com a saída da Senhora Dilma da Presidência da República os problemas seriam extintos, assim como os das “Organizações Tabajaras”. Quando se troca um governante, o propósito não é para comparar com o anterior, mas que o sucessor seja diferente. Algo que não pode ser aplicado na atual conjuntura.
     A falta de uma agenda administrativa, pois a atual é de pura sobrevivência, e o modelo nada republicano de oferecer “mimos” aos deputados visando a permanência no poder, não é uma prática que se limita ao atual governo. Mas se as velhas práticas continuam, por qual motivo as ruas estão silenciosas? Segundo os meios de comunicação, o silêncio está ocorrendo pelo fato de que líderes dos movimentos, foram picados pela mosca azul e seus gritos foram sufocados pela cooptação.


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