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FABRICADOS EM LABORATÓRIO

     Nascido durante o período de reabertura política nacional, o Partido dos Trabalhadores (PT) se diferencia dos demais partidos políticos brasileiros. Sua origem está ancorada no ABC paulista, nos intelectuais de esquerda e na ala progressista da Igreja Católica Apostólica Romana. Sua base sindical, fez de Luiz Inácio lula da Silva sua maior estrela e depois de três derrotas consecutivas (síndrome do Fernando), conseguiu eleger-se presidente da República federativa do Brasil. Mas ao término do seu segundo mandato, os possíveis candidatos naturais à sua sucessão estavam arranhados com o famoso “Mensalão”, fazendo com que Lula fabricasse a candidatura de Dilma por uma questão de conveniência.
     Durante a Assembleia Nacional Constituinte, aos poucos um grupo do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) foi se distanciando do partido, principalmente por causa do “Centrão” e criaram o Partido da social Democracia Brasileira (PSDB), formado por políticos como André Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas. Com o passar do tempo, embora o país possua uma pluralidade partidária, na prática como funcionasse o bipartidarismo, alternado na presidência da república ora O PSDB, ora o PT.
     A deflagração da Operação Lava Jato, até o momento, vem causando uma fenda profunda no cenário eleitoral de 2018. De um lado os possíveis candidatos à presidência da República pelo PSDB estão sendo arranhados com as colaborações premiadas (Delação premiada), daí, a necessidade de recorrerem ao laboratório do partido para fabricar um possível nome, que poderá ser o atual prefeito da cidade de São Paulo. Do outro lado, caso não fique inelegível ou algum caso fortuito, o PT deve resgatar a candidatura de sua estrela maior.



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