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REFORMA E HISTÓRIA

Boa parte dos livros de história, afirmam que a reforma religiosa ocorrida no século XVI, foi por causa da venda de indulgências. Na verdade, o motivo foi a maneira de se entender a doutrina da justificação.
     Em 1378, quando ocorreu a eleição do sucessor do Papa Gregório XI, por mais de trinta anos existiram dois papas. Um em Avinhão e outro em Roma. Como nenhum renunciava, tentou-se resolver o problema elegendo um terceiro. A celeuma continuou, e por cinco anos ao invés de dois ficaram três. Essas insatisfações patrocinaram levantes no seio da Igreja e figuras como Wycliff (na Inglaterra) e Huss (na Itália) tiveram papel importante para o que viria ocorrer em 31 de outubro de 1517, na Alemanha.
     O período da Renascença, com seus avanços científicos e o cenário político da época, contribuíram para a reforma protestante, onde as revoltas sociais ganharam notoriedade a partir de 1400, especialmente na Alemanha. Grande parte dos levantes que ocorriam, visavam questionar a exploração dos sacerdotes para com o povo e apelo a justiça social. Foi com esse quadro que aparece o Monge Martinho Lutero. Aos poucos foi ganhando destaque por suas idéias e entre os seus colegas do Clero era reconhecido pela vida piedosa que levava. Influenciado pelo pensamento medieval, Lutero sempre foi preocupado com as questões da sua alma, não foi por acaso que praticou vários jejuns, vigílias e flagelações.
     Profundo leitor da Bíblia, Lutero também se dedicou a estudar o pensamento de Agostinho, Anselmo, o livro dos Salmos e as Cartas Paulinas. Quando afixou as 95 teses na Igreja de Wittemberg, jamais pensou em romper com o romanismo, mas um retorno às origens.
     Entre todos os reformadores, ou seja, Lutero, Zuínglio, Calvino e Knox, não há como negar que João Calvino foi o mais influente. Com sua formação humanista, o reformador francês e radicalizado na Suíça, embora tivesse uma saúde frágil, pregava quase que diariamente e ainda escreveu comentários a respeito dos livros da Bíblia, exceto o de Apocalipse.  O modelo governamental criado por ele, que na Escócia através de John Knox recebeu o nome de presbiterianismo, influenciou o modelo que é chamado de parlamentarismo moderno. Em uma clara demonstração de que o reformador exerceu influência não apenas nas questões teológicas, mas também na vida secular.
P S. Este artigo é um resumo da palestra proferida para a UMP em Alameda, na cidade de Paulista.



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