Sou de uma geração que
não viu Pelé jogar, assim sendo, o jogador brasileiro que marcou minha infância
foi Rivelino. Se alguém insistir em saber quem foi o melhor jogador do mundo,
não hesitarei em responder que foi Maradona. Campeão da Copa do Mundo de 1986,
o capitão da seleção Argentina praticamente carregava a sua equipe nas costas e
não foi diferente guando jogou pelo Napoli e Barcelona onde também foi campeão.
A recente entrega
da premiação promovida pela FIFA colocou como finalistas os jogadores Cristiano
Ronaldo, Neymar e Messi. Ora, nenhum deles se compara a Maradona, pois os
mesmos estão em equipes onde o plantel é treinado para jogar em função deles,
além do mais, tanto o Real Madri como o Barcelona estão recheados de craques,
algo bem diferente da era Maradona onde brilhava praticamente sozinho, exigindo
muito mais do atleta.
Devemos reconhecer
que quando buscamos compará-los, estamos sendo infelizes. Pelé, Maradona e
Messi cada um tem sua importância em seu momento histórico. Cada um contribuiu,
ou, contribui (no caso de Messi) para o brilhantismo do futebol em sua geração.
Certamente, daqui algum tempo a geração atual ao ser interrogada de quem foi o
melhor jogador do mundo, a maioria vai dizer que o atual camisa dez do
Barcelona tinha um desempenho imparagonável, e isso não significa que o mesmo
superou seus antecessores, mas que deixou um legado a gerações futuras. Alguns
querem afirmar que para se igualar a Pelé tem que conquistar três Mundiais de
seleção. Quem assim pensa, desconsidera que o futebol atual é bem mais
competitivo que o do passado, basta lembrar que antigamente Argentina e Uruguai
eram as únicas seleções da América do Sul que ameaçavam a seleção brasileira.
Ainda é assim?
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