Ao término de cada ano a maioria das pessoas procuram fazer
uma reflexão com relação às medidas que foram tomadas e as que deixaram de ser.
Fazendo uma espécie de profilaxia social, partem em busca de novas conquistas
acreditando que o calendário gregoriano poderá causar mudanças significativas
em sua agenda. Depositam esperanças de que
algo novo deverá acontecer, afinal está em um novo ano. Acontece que
muitos dos projetos, estão atrelados ao que se deixou de concretizar no ano que
terminou.
Quando olhamos
para o cenário político brasileiro, não precisa ser adepto da teoria
frankfurtiana para perceber que o que se espera está bem distante da visão de
Huxley. Talvez todas as teorias sociais não sejam suficientes para se entender
o quadro político atual; necessário se faz buscar resposta no campo teológico
sem que o mesmo esteja atrelado às perspectivas feurbachiana. O fato é, estamos
no início de um novo ano, mas as velhas práticas políticas da sociedade
brasileira continuam, onde boa parte vive através da miserabilidade do outro, mas
apresentam-se como verdadeiras amantes dos direitos humanos e consequentemente
dos ideários republicanos. Acontece que embora procure apresentasse assim, quem
acompanha o dia a dia da política nacional, sabe muito bem que a postura de
muitos se assemelha a de Giges. Porém, estamos em ano eleitoral e como sempre
as promessas esdrúxulas irão aparecer, obras inacabadas serão inauguradas, a
educação será prioridade nos programas das candidaturas e o problema da criminalidade
e da saúde não vai faltar quem apresente pseudo soluções. Mas tudo isso é ano
novo.
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