Ao longo dos anos tenho percebido que o
torcedor do Náutico (estou incluído) não tem como prioridade o futebol, mas o
Náutico, pois quem tem o futebol como prioritário na vida para ser torcedor de
um clube, certamente não escolhe o clube da Avenida Rosa e Silva para torcer.
Olhando para história, o Náutico tem
proporcionado aos seus torcedores constantes decepções e raramente momentos de
alegria. Dentre os considerados grandes clubes da capital, é o único que não
possui um título nacional; é o mais antigo e o que tem menos título e menos
vitória nos clássicos; é o que passa mais tempo para ganhar algum campeonato
estadual. Imaginem se o Náutico fosse em São Paulo ou no Rio de Janeiro
passaria no mínimo vinte anos para ganhar um campeonato.
A famosa Batalha dos Aflitos só mesmo o
Náutico para proporcionar um vexame daquele, e as incontáveis vezes que perdeu
decisões levando gol quase que no término da partida.
Algo engraçado são as campanhas que o clube
realiza a procura de novos sócios. Quem deseja se associar a um clube que nem
alegria proporciona aos associados?
Depois de muitos anos (algo normal se
tratando do Náutico), voltou a disputar uma competição internacional. Achando
pouco, o Náutico entrou em campo duas vezes para enfrentar um dos seus rivais
daqui de Pernambuco, que consegui uma das vagas pela janela e mesmo assim eliminou o Náutico. A mais nova invenção do
Náutico é ficar em quinto lugar na série B um campeonato que apenas quatro vão
para a chamada elite do futebol brasileiro. Mais uma vez nadou e morreu na
praia.
Continuando assim, em breve o Náutico será
igual a político que não renova o eleitorado, ou seja, não terá novos
torcedores.
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