Desde os primórdios da proclamação da República brasileira,
que seus asseclas defendiam a separação entre Igreja e Estado. Tanto é que
antes da Constituição de 1891, os republicanos preconizaram o distanciamento.
Porém, embora isso venha de longos anos, nos últimos tempos se tem falado com
freqüência de que o estado brasileiro é laico. Acontece que há aqueles que
advogam em torno de propostas em que o mesmo esteja cada vez mais atrelado aos
seus interesses ou a de grupos que têm como finalidade custear candidaturas
para que as mesmas lutem por aquilo que acreditam ser o melhor.
Aqueles que
defendem a laicismo do Estado devem ter a coerência e defender que o laicismo
não deve ficar restrito ao favorecimento da agenda de alguns grupos, mas de
todos. Para ser realmente laico, o Estado têm que banir qualquer vestígio de fé
religiosa. Assim sendo, retirar os símbolos religiosos dos prédios públicos; de
imediato patrocinar o fim dos feriados aos santos, assim também como o Natal e
o Ano Novo; expurgar das cidades brasileiras as comemorações dos padroeiros
(as); retirar a expressão Deus seja louvado, das cédulas do Real e não esquecer
de que a população terá que trabalhar todos os dias, inclusive aos domingos, já
que o mesmo para os cristãos é considerado o dia do Senhor. Ou será que a
maioria dos apologistas do tema entendem que o estado laico é só quando lhe for
conveniente.
A falta de um
entendimento real de um estado democrático faz com que muitos pensem que a
democracia se resume a conquistas de direitos, esquecendo-se que há também
deveres.
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