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É POSSÍVEL SONHAR




     Ao término de cada ano, as reflexões com relação ao que foi realizado e o que não se realizou, passam a fazer parte da vida da maioria das pessoas, acreditando que com o novo ano tudo vai mudar. E se tratando das promessas que são feitas pelos candidatos durante o período da campanha, ainda há quem acredite que todas elas serão realizadas. Afinal de contas, triste da chamada classe política se não tivesse quem acreditasse em seus sofismas. Por exemplo, há quem acreditasse que as obras que foram iniciadas com o intuito de melhorar a mobilidade, seriam inauguradas antes da Copa do mundo. Basta lembrar o eterno Túnel da Abolição e com que ele, todo o percurso da Avenida Caxangá, onde talvez a demora seja para fazer jus ao nome.
     Sabemos que ainda é prematuro arriscar um prognóstico para o ano de 2015, mas a curto prazo, vislumbrar significativas mudanças são tão difíceis como sanar o problema dos alagamentos e dos buracos da Veneza brasileira. Até lá, ficaremos na expectativa que surja um novo Maurício.
     A ausência de espírito público por parte da maioria dos mandatários da política nacional faz provocar uma hermenêutica árida em relação ao que se deve esperar, pois uma coisa é o ideal outra é o real. Que nos diga às propagandas que são feitas, mostrando um modelo administrativo que na prática se sabe que busca sobreviver amparado em argumentos sofistas. Infelizmente, os candidatos durante o período eleitoral, são apresentados ao eleitor como se fosse um produto, onde muitas vezes o mesmo é de péssima qualidade e o eleitor não tem como reclamar ao PROCON, restando apenas aguardar novas disputas e através do voto, expurgar o candidato, mas até lá, o cidadão passará por um verdadeiro sacrilégio.

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