Muitos devem
lembrar o episódio em que o bispo Von Helder da Igreja Universal do Reino de
Deus, chutou a imagem daquela que é considerada pelos católicos romanos a
padroeira do Brasil. O fato fez com que boa parte da mídia nacional execrasse o
religioso, alegando que ele estava desrespeitando a fé dos adeptos do
romanismo.
Recentemente, o
ataque terrorista que ocorreu no jornal francês Charlie Hebdo, causou comoção
internacional e no Brasil não foi diferente. A explicação apresentada para com
o fato foi que aquele meio de comunicação costuma fazer charges satirizando
tudo, inclusive às religiões. Ora, bem sabemos que há fanáticos em qualquer
credo religioso e por conta disso, não justifica utilizar meios draconianos, ao
ponto de tirar a vida de quem tem posição antagônica a fé que alguém professa.
Com efeito, argumentar que em nome da liberdade de expressão alguém pode fazer
chacotas com a sua fé, é no mínimo um pensamento insano. Discordar todos tem o
direito, mas a liberdade que eu tenho não me autoriza tripudiar do meu
semelhante, mesmo quando eu não concordo com o que ele acredita.
Vivemos uma época
em que em nome da liberdade, boa parte das pessoas, advoga ser possível fazer
tudo aquilo que se tem vontade, pelo fato de se viver em uma democracia,
esquecendo-se que ela nos concede direitos, mas também deveres e um deles é o
de respeitar o outro, mesmo quando achamos que o seu pensamento não está
coreto. O fato ocorrido em Paris faz com que fique cada vez mais claro que (sem
generalização), o homem ocidental acredita que a ciência responde tudo,
portanto, seguindo o pensamento de Feurbach entende que não mais precisa da
religião, do outro lado (sem generalização), o homem oriental acredita que a
religião responde tudo. Assim, vivemos em uma era de extremismo.
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