Ninguém tem como
negar a falta de credibilidade que goza os “representantes” do povo brasileiro,
produzindo consequentemente uma aversão aos partidos políticos. O movimento que
ganhou as ruas brasileiras o ano passado, reacendeu a necessidade de repensar
a agenda administrativa dos governantes para com os governados. Na perspectiva
weberiana, a saúde da democracia mede-se a partir do fortalecimento dos
partidos políticos, sem eles, é praticamente impossível uma democracia
consolidada. Acontece que, a variedade de siglas, patrocina a proliferação de
um discurso de repúdio aos mesmos, como se o problema estivesse na quantidade e
não na qualidade. Alguns deles funcionam com o afã de barganhar espaço nos governos
que se alternam no poder, procurando visibilidade para aqueles que vivem apenas
de interesses individuais.
Infelizmente,
grande parte do eleitorado brasileiro, procura votar na pessoa e não nos
partidos políticos, acreditando que as transformações ocorrem não por causa de
um programa, mas fruto de um líder com propostas não raras às vezes populistas
ou messiânicas. Assim, devemos ter o cuidado em observar se as promessas
apresentadas pelos candidatos assemelham-se com o partido em que está filiado e
se elas condizem com à trajetória de vida do candidato. Caso contrário, o
eleitor deve utilizar o voto, principal arma que possui, visando banir os
demagogos de plantão. Com ele, também é possível limpar a sujeira promovida por
aqueles que não se portam com espírito republicano.
P.S. Este artigo é um resumo da palestra proferida no
auditório da AESO, para os alunos do curso de jornalismo.
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