Pular para o conteúdo principal

FOGO AMIGO



 Quando o candidato à presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro, trouxe a ex-senadora Marina Silva para compor a chapa, é possível que em sua mente estivesse à ideia de que ela poderia trazer boa parte dos votos obtidos quando disputou em 2010. Entretanto, deve-se levar em consideração que, desde a primeira disputa presidencial depois de 21 de anos de militarismo, o único fato de transferência de quase 100% dos votos, só quem conseguiu foi Leonel de Moura Brizola para Lula na disputa do segundo turno em 1989. A composição da chapa pesa em alguns fatores relevantes ao histórico político nacional. Os Estados de Pernambuco e do Acre são pequenos colégios eleitorais, exercendo pouquíssima influência percentual. Vale lembrar, que marina Silva embora tenha obtido uma votação expressiva em 2010, sofreu derrota em seu Estado natal.
     A filiação dos pertencentes à Rede ao Partido Socialista Brasileiro tem conotação de sobrevivência eleitoral e quase nada ideológica. Ou alguém acredita que quando a Rede conseguir registro no Tribunal Superior Eleitoral os seus membros ainda ficarão no PSB? Assim, terão liberdade com relação às alianças e não mais sofrerão com as que foram patrocinadas pelo candidato socialista, visando de maneira pragmática lograr êxito nas urnas.
     Os asseclas de Marina com o seu aval, impediram a utilização da sua imagem com candidatos que a mesma não nutre empatia, até aqueles que o próprio PSB apoia. Continuando assim, é possível que a chapa socialista gaste mais tempo resolvendo problemas internos que fazendo campanha, pois se não conseguem coesão entre ambos, como conseguirá unir os eleitores em torno da candidatura?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENCONTRO DE MEGALOMANÍACOS

       Em um mundo cada vez mais globalizado, as relações internacionais se tornaram extremamente necessárias para o bom andamento entre as nações. Buscar o isolamento poderá causar sérias consequências para o bom andamento econômico. A postura adotada com relação às questões econômicas, pelo presidente da considerada maior potência mundial, acendrou a repulsa de outros governantes. Afinal, no mundo da política, geralmente, o que prevalece é o pragmatismo.      O modelo de economia hegemônica, adotado pelo presidente da terra do Tio Sam, sofre dificuldade de se manter de pé. Afinal, o mundo mudou e consequentemente os padrões de negociações internacionais também estão passando pelo processo de mudanças. Uma agenda imperialista aos moldes atuais é difícil sobreviver.      Enfim, a expectativa que fora criada com relação à participação do governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos na recente Assembleia da ONU, pel...

SINAL COLORIDO

       Depois de mais uma rodada de pesquisa divulgada com relação ao desempenho da popularidade do governo federal, percebe-se que existe claramente, uma queda vertiginosa de aceitação perante a opinião pública. Na verdade, o quadro atual, serve para acender todas as luzes do semáforo, se é que ainda se tem alguma possibilidade.       Talvez, um dos maiores adversários do governo seja o tempo. Pois, parece que cada vez em que tenta se reerguer, um novo problema aparece, e consequentemente, sobrepujando qualquer possibilidade de recuperação da popularidade. Entre os dados apresentados na mais nova pesquisa, o declínio da popularidade do governo entre os que professam o catolicismo romano, justamente no momento em que se tentava descobrir uma forma de aproximar-se com os pentecostais e neopentecostais, provavelmente, ampliou o grau de preocupação.      Havia certa apologia de que a fraca popularidade do governo est...

EM OLINDA, TUDO DO MESMO JEITO

         Durante o período das eleições municipais do ano passado (2024), tive o privilégio de participar das sabatinas promovidas pela Rádio Folha FM, com os candidatos ao cargo de prefeito, de várias cidades, dentre as quais, da cidade de Olinda. Em um dado momento, questionei,   à época, da   candidata e, atualmente prefeita se ela mesma abriria diálogo com entidades que se preocupam com patrimônio histórico local.   Na oportunidade, ouvi da candidata que o diálogo seria mantido. Confesso que fiquei estupefato, vez que, até aquele momento, em especial o Instituto Histórico de Olinda havia requerido audiência com o chefe do poder executivo municipal, mas sem ter até aquele momento, nenhuma resposta. De imediato, a candidata se mostrou solícita em querer resolver o problema, tanto é que, na disputa do segundo turno das eleições, ela fez questão de mencionar durante o programa de rádio que havia procurado saber do caso. Entretanto, a resp...