Há bastante tempo o treinador Paulo
Autuori já alertara da falta de preocupação de uma parcela dos treinadores
brasileiros em passar pelo processo de reciclagem. Segundo ele, é um dos
motivos que leva outros países não os contratarem.
Depois de muitas tentativas, a CBF
conseguiu convencer o técnico italiano Carlo Ancelotti para dirigir a seleção.
Para muitos, o melhor técnico de futebol do mundo na atualidade. Mesmo assim,
existem questionamentos a sua chegada para comandar a seleção “canarinha.”
Parte da aversão ao seu trabalho, encontra-se ligada diretamente, por não ser
brasileiro. Exalando certo grau de corporativismo trabalhista.
Recentemente, em um evento da CBF, a
repulsa existente com relação ao técnico italiano, deixou de ser velada, e de
maneira explícita, e até mesmo grosseira, destilaram palavras desprezíveis
contra a presença do atual técnico da seleção brasileira. O motivo não estava relacionado
ao fator da competência, mas pelo fato de não ser brasileiro. Será que existe
alguma cláusula que impede a seleção ser treinada por alguém que não seja
brasileiro, ou o problema encontra-se ligado a algum vestígio de amargura
pessoal?
Hely Ferreira é filósofo e
cientista político.
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