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LIDERANÇA APAGADA

 

Aqueles que se dedicam aos estudos dos partidos político brasileiros, facilmente percebem a discrepância que existe entre o que os mesmos defendem e o que praticam. Até quem tem ojeriza ao PT, mas procura estudá-lo, percebe uma história de nascedouro diferente das demais siglas partidárias brasileiras, mesmo assim, as práticas nefastas também estão presentes na rotina do partido.

     O resultado final das eleições municipais aponta que o Partido dos Trabalhadores sofre da ausência de novos quadros. Aquele partido que antes empolgava e não raras às vezes provocava catarse na juventude brasileira, praticamente não mais existe. Tanto é que os chamados partidos de direita estão conseguindo com mais facilidade atrair os jovens para suas almofalas, demonstrando facilidade em dialogar e construir propostas que respondam aos anseios do grupo.

     Depois de uma disputa acirrada em Olinda, o jovem candidato petista, embora não tenha logrado êxito em seu objetivo, demonstrou capacidade competitiva. Porém, qual será o seu futuro dentro do PT? Alguns acreditam que surge como um quadro que merece melhor e maior atenção, afinal, o partido anda carente de novas lideranças nacionais e em Pernambuco não é diferente. Mas a pergunta que surge é a seguinte: os mandatários permitirão que o vereador da Marim dos Caetés tenha visibilidade, ou terá que migrar para outra sigla para continuar com seus projetos? Afinal, como dizia o principal aluno de Sócrates, o “novo assusta” e no partido da estrela não é diferente.

 

Sem ódio e sem medo.

Hely Ferreira é cientista político.

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