Não são poucas as críticas
destiladas ao sistema partidário brasileiro, principalmente pela sua
pluralidade. Chega-se a indagar se existe tanta ideologia para comportar os
partidos políticos existentes. É bem verdade, que muitos deles foram criados
para satisfazerem um capricho pessoal de seus líderes. O fato é que diante da
fragilidade partidária, partidos históricos corriam o risco da extinção, mas ao
mesmo tempo, outros que sua fundação encontra-se forjada no casuísmo,
permaneceriam participando das disputas.
Com o fim das coligações na proporcional,
restou uma saída para as siglas que estavam condenadas ao desaparecimento.
Aliarem-se a outras siglas, criando a chamada federação com duração mínima de
quatro anos. Através dela, faz-se uma fusão em que os partidos federados se
tornam apenas “um”. Todos os partidos têm como principal meta o poder. É por isso que mesmo quando estão federados o
interesse de cada sigla predomina em detrimento ao da federação. Que nos diga o
embate que vem ocorrendo entre o PSOL e a Rede especificamente na cidade do
Recife. Como majoritário, o PSOL entende que tem a predominância e assim,
apresentou a Deputada Estadual Dani Portela como pré-candidata à prefeitura da
capital pernambucana. Por outro lado, a Rede insiste no nome do Deputado
Federal Túlio Bernardes e assim, as querelas internas parecem que ainda estão longe de cessarem. Há rumores
de uma possível federação entre o PSDB e o Solidariedade. Caso venha ocorrer é
provável que mais uma vez Pernambuco seja palco de outro embate partidário,
pois como unir a atual governadora que é filiada ao PSDB com a presidente
estadual do Solidariedade. É bem verdade que na cidade de Serra Talhada, ambas
apoiam a reeleição da atual prefeita. Será o início de uma aproximação, ou
apenas circunstâncias do quadro político atual? Resta-nos apenas esperar.
Hely Ferreira é cientista
político.
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