Desde que o resultado
da última eleição presidencial na Terra de Tio Sam cravou a derrota do Partido
Republicano que o presidente daquela época deu início a campanha, visando
voltar a Casa Branca. O retorno do Partido Democrata ao comando do país fez
renascer a ideia de que dias melhores poderiam chegar. Acontece que o quadro
atual não é dos melhores. Mergulhado em problemas que parecem sem solução, o
desgaste do governo Biden só fez crescer. Mesmo assim, o seu nome ecoava como o
candidato natural do partido para permanecer mais quatro anos a frente do Poder
Executivo.
Todos que acompanham a agenda política dos
Estados Unidos percebem que o atual presidente demonstra não gozar de boa saúde
e por mais vontade que tenha de permanecer mais quatro anos na presidência,
falta-lhe energia física. O primeiro debate ocorrido entre os principais
candidatos deixou explícita a limitação do
atual presidente. Diante de um cenário desfavorável, não lhe restou
alternativa a não ser da sua desistência em concorrer à reeleição.
Depois da desistência de Biden, antes que
ganhasse corpo qualquer especulação, ele próprio se encarregou de apresentar
sua vice para sucedê-lo na disputa. Com a decisão tomada pelo atual presidente,
estancou qualquer possibilidade em se fazer apologia para que o Partido
Democrata devolvesse o dinheiro que já havia recebido para alavancar a
campanha. A presença da Kamala Harris serviu como argumento de que sendo ela
integrante da chapa, não haveria necessidade da devolução do que se havia
arrecadado. Na verdade, ao ser anunciada como aquela que representará o Partido
Democrata nas eleições presidenciais, deu uma sacudida na campanha, atraindo
novos apoiadores e consequentemente maior investimento.
Olinda, 24 de julho de
2024.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é
cientista político.
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