Desde que o atual prefeito da cidade do
Recife foi eleito, paira no ar a expectativa que o seu próximo projeto é chegar
ao Palácio do Campo das Princesas. Muitos acreditam que o retardamento ocorreu
exclusivamente por conta do impedimento constitucional, ou seja, menor de
trinta anos. Algo que em 2026 estará sanado. Para tanto, o mesmo será mais uma
vez testado nas urnas e embora até o momento as pesquisas apontem favoritismo,
nenhum candidato por melhor que seja sua avaliação, deve contar vitória antes
do resultado. Quem é do ramo sabe que por aqui já ocorreram derrotas
inesperadas. Basta apenas lembrar a frase de um saudoso político de que “a
desilusão das urnas é pior que a desilusão amorosa”. Sendo assim, o ano de
2024, promete muita expectativa no campo eleitoral.
O quadro esculpido para a eleição
municipal, contará com vários prognósticos. Certamente, o Palácio do Campo das
Princesas terá uma candidatura oficial. Para tanto, alguns nomes são lembrados,
mas nada que ultrapasse o campo especulativo. Embora exista quem queira medir a
força política do governo estadual pela eleição municipal, acredito ser
prematuro. Mesmo assim, o desempenho eleitoral obtido pelo candidato da
preferência da governadora, não escapará do estigma. Ainda nodoado pela
polarização, muitos acreditam que a disputa se dará entre o candidato apoiado
pelo atual presidente e o que tiver a “benção” do anterior. Talvez, o maior
enigma é decifrar como uma esfinge, se o PT terá candidato próprio, ou apoiará
o atual prefeito. Não apenas com o apoio formal, mas compondo a chapa, na
esperança que poderá voltar governar o Recife pelo menos dois anos.
Hely Ferreira é cientista
político.
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