No mundo da psicologia, o pessimismo
ganhou destaque no pensamento freudiano, entendendo que o mesmo é fruto da
falta de esperança na realização de coisas boas, servindo como um mecanismo de
defesa. Na mesma vertente, o pessimismo no campo filosófico é encarado como a
ausência de melhoria das condições sociais.
Muitos dizem ser impossível separar o
realismo do pessimismo, entendendo que se torna quase que impossível,
contemplar as perrengues da vida sem se sentir aterrorizado. Aliás, não foi
debalde que Sartre acreditava que vivemos em constante angústia por causa da
necessidade de tomar decisões sem saber se será a melhor para nossas vidas.
Forjado na Alemanha do século XX, o
Instituto de Pesquisa Social, popularmente conhecido como Escola de Frankfurt,
deu ao mundo acadêmico grandes pensadores. Vivendo em um período inóspito, a
forma de interpretar as questões sociais, fez dos frankfurtianos receberem a
pecha de pessimistas. Até Walter Benjamin que para muitos é o mais romântico,
mesmo assim, dizem que seus escritos são recheados de melancolia. Mas há
aqueles que não são identificados com nenhuma teoria social, mas o pessimismo
se faz presente em quase tudo que faz. Não conseguem vislumbrar nada de
positivo. Pelo contrário, torcem para que as coisas não funcionem. Assim
alimentam-se e destilam veneno.
Olinda, 07 de outubro de
2023.
Sem ódio e sem medo.
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