Não precisa ser estudioso do campo das
Ciências Humanas, para saber que sem educação de qualidade chega ser quase
impossível vislumbrar dias melhores no campo social. Para tanto, é necessário que
aqueles que possuem o poder decisório, estejam envolvidos de maneira
responsável com questões educacionais. Acontece que, infelizmente no Brasil,
com poucas exceções, o que se é apresentado como possibilidade de melhoramento
no aprendizado do aluno, é mais objeto de retórica do que algo exequível e que
vise uma transformação educacional, onde o indivíduo não se limite a leitura,
mas que possua capacidade de desenvolver uma visão crítica daquilo que lhe é
oferecido nas escolas.
Boa parte do pífio desempenho educacional
brasileiro, encontra-se também atrelado aos que estão à frente das secretarias
estaduais de educação.Com raras exceções, exercem a função sem nenhuma
identificação com o tema, mas para manter vivo grupos políticos. Algo nada
diferente quando se trata da esfera federal. Percebe-se que o tema educação
serve apenas como mote para campanha eleitoral. Nada de educação libertadora,
em que o indivíduo saiba qual o seu papel na sociedade. Como sempre,
predominando o modelo educacional nutrido exclusivamente pelo resultado. Quiçá
uma educação aos moldes do que desejou o Theodor Adorno, poderia ser um caminho
para evitar apologia ao que se entende como atitude pusilânime ou nostálgica de
uma época bastante nebulosa.
Olinda, 07 de julho de 2023.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista
político.
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