Depois que o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), divulgou o resultado da eleição presidencial, criou-se uma expectativa
de como seria montada a equipe de transição do futuro governo. Nunca na
história do Brasil se viu uma equipe de transição com tantos componentes. Algum
problema? Aparentemente não! Acontece que uma equipe com tantos componentes,
corre o risco de chegar o prazo de entregar o relatório ao presidente eleito e
não se ter alcançado o objetivo.
Longe em se querer questionar a conduta
dos membros da equipe de transição, acredita-se que foi formada por pessoas
ilibadas e de notório saber da área que está compondo. Entretanto, salvo melhor
juízo, existe uma parcela de componentes que o critério para escolha, tenha sido
o fato de ter algum tipo de aproximação com o presidente eleito. Mas no que se
refere ao critério da competência, precisa-se de muito esforço e boa vontade
para encontrar. Além do mais, o convite recebido para compor à equipe, exala a
um prêmio de consolação por ter sido derrotado nas urnas. Assim, a tão falada
composição vem servindo para alguns não caírem no esquecimento, nem no
ostracismo. Entretanto, ao término dos trabalhos, o que será de alguns membros?
Serão contemplados por algum mimo presidencial? Alguns pensam em pavimentar o
caminho para as eleições municipais e outros procuraram recuperar o mandato em
2028. Até lá, muita coisa poderá acontecer, inclusive nada. Assim diz o poeta.
P. S. Recife será
agraciada com o seguinte prêmio: Capital dos Buracos.
Olinda, 03 de dezembro de
2022.
Sem ódio e sem medo.
Hely Ferreira é cientista
político.
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