Pular para o conteúdo principal

VAI FAZER FALTA

 

 

 

“Mas a saudade é isto mesmo; é o passar e repassar das memórias antigas”. (Machado de Assis)

 

     Recentemente, um dos renomados institutos de pesquisas do país, elaborou um questionário, em que haviam duas perguntas relacionadas ao comportamento dos Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Acontece que geralmente, as pessoas tendem a emitir opiniões, amparadas no que elas entendem ser justiça. Algo perigoso, pois, muitas vezes, formulam conceitos totalmente desfocados do bom direito. Entendem por justiça, as decisões que coadunam com o seu pensamento. Não é de hoje, embora nos últimos tempos tem sido  constante, as críticas acendradas com relação ao modelo cravado na Carta Política vigente, para que alguém se torne ministro da Suprema Corte. Algumas das críticas estão relacionadas ao desconhecimento dos modelos adotados em outros países. O fato da escolha ser inerente do Poder Executivo, segundo o Art. 101, Parágrafo único da CF/88, não  torna o escolhido subserviente aquele que  indica. A teoria dos três poderes nos ensina a independência dos mesmos, assim como o tratamento com urbanidade.  

     Quando a época o presidente Fernando Collor de Mello indicou para o STF o Senhor Marco Aurélio Mello, as críticas recaiam por ser seu primo. Os anos foram se passando, e o Ministro foi se tornando conhecido por suas decisões, onde não raras às vezes divergindo dos demais membros da Casa. Assim, lhe foi atribuído à alcunha de “voto vencido”. Geralmente polêmico nas decisões, o ministro costuma dizer que se sente a vontade para julgar, pois faz parte de uma Casa de Ciências Jurídicas e não de relações públicas. O fato é que muitos podem e tem o direito de divergir das decisões do Ministro Marco Aurélio Mello, mas de uma coisa tenhamos certeza, em outra oportunidade já disse que o mesmo não voava como morcego, ou seja, sempre teve uma linha hermenêutica. Gostemos, ou não. Como ele mesmo costuma dizer, estamos vivendo tempos difíceis, onde os princípios democráticos andam sendo nodoados, por quem deveria ser um apologista da filha de Atena. Quando se resolve arrostar a democracia, o primeiro passo é tentar ultrajar o Direito. A aposentadoria do decano do STF ocorre no momento mais delicado do quadro político em voga.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENCONTRO DE MEGALOMANÍACOS

       Em um mundo cada vez mais globalizado, as relações internacionais se tornaram extremamente necessárias para o bom andamento entre as nações. Buscar o isolamento poderá causar sérias consequências para o bom andamento econômico. A postura adotada com relação às questões econômicas, pelo presidente da considerada maior potência mundial, acendrou a repulsa de outros governantes. Afinal, no mundo da política, geralmente, o que prevalece é o pragmatismo.      O modelo de economia hegemônica, adotado pelo presidente da terra do Tio Sam, sofre dificuldade de se manter de pé. Afinal, o mundo mudou e consequentemente os padrões de negociações internacionais também estão passando pelo processo de mudanças. Uma agenda imperialista aos moldes atuais é difícil sobreviver.      Enfim, a expectativa que fora criada com relação à participação do governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos na recente Assembleia da ONU, pel...

SINAL COLORIDO

       Depois de mais uma rodada de pesquisa divulgada com relação ao desempenho da popularidade do governo federal, percebe-se que existe claramente, uma queda vertiginosa de aceitação perante a opinião pública. Na verdade, o quadro atual, serve para acender todas as luzes do semáforo, se é que ainda se tem alguma possibilidade.       Talvez, um dos maiores adversários do governo seja o tempo. Pois, parece que cada vez em que tenta se reerguer, um novo problema aparece, e consequentemente, sobrepujando qualquer possibilidade de recuperação da popularidade. Entre os dados apresentados na mais nova pesquisa, o declínio da popularidade do governo entre os que professam o catolicismo romano, justamente no momento em que se tentava descobrir uma forma de aproximar-se com os pentecostais e neopentecostais, provavelmente, ampliou o grau de preocupação.      Havia certa apologia de que a fraca popularidade do governo est...

EM OLINDA, TUDO DO MESMO JEITO

         Durante o período das eleições municipais do ano passado (2024), tive o privilégio de participar das sabatinas promovidas pela Rádio Folha FM, com os candidatos ao cargo de prefeito, de várias cidades, dentre as quais, da cidade de Olinda. Em um dado momento, questionei,   à época, da   candidata e, atualmente prefeita se ela mesma abriria diálogo com entidades que se preocupam com patrimônio histórico local.   Na oportunidade, ouvi da candidata que o diálogo seria mantido. Confesso que fiquei estupefato, vez que, até aquele momento, em especial o Instituto Histórico de Olinda havia requerido audiência com o chefe do poder executivo municipal, mas sem ter até aquele momento, nenhuma resposta. De imediato, a candidata se mostrou solícita em querer resolver o problema, tanto é que, na disputa do segundo turno das eleições, ela fez questão de mencionar durante o programa de rádio que havia procurado saber do caso. Entretanto, a resp...