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TU ÉS LINDA!

 

 

 

Alguém que foge de mim, por certo já me perdeu (Alceu Valença e Rubem Valença).

 

     Acredito que estais cansada de tanto ouvir que és linda. Assim como a rainha Nefertiti.

     Quem admira a beleza sabe que isso é insuficiente para te classificar. Teus traços indígenas, tua mistura natural da miscigenação tão comum em nós brasileiros, em ti resplandece o que se entende por profusão.

     Feliz quem pode amanhecer ao teu lado tendo o privilégio de te contemplar e olhar para o teu mar. Que pena, que muitos não sabem reconhecer teu valor, querem tua presença apenas para satisfazer o desejo de posse. És a mais linda de todas! Não há quem possa ser comparada a tua plasticidade. Mas como nem tudo é perfeito, quem se aproximar de ti, correrá o risco de receber uma condenação perpétua, como ao ouvir o canto das sereias. Por mais que tente, não conseguirá libertar-se, pois estará condenado a viver pelo menos a te contemplar, caso contrário como “castigo”, ficarás cravada na mente daqueles que a conhecem.

     Olinda cidade lendária, minha Marim dos Caetés, quem ousará questionar tua beleza. Eu sei que poderias viver dias melhores, mas há fatores que impedem. Estais entre as três cidades brasileiras que possui o maior número de habitantes por metro quadrado e vives praticamente de algo peculiar, ou seja, o turismo onde muitos são atraídos pela tua beleza.

     Torso para que os ventos da brisa do oceano tragam dias melhores para ti.  Assim, continuarei a dizer que não existem beleza nem candura igual a tua. Nada se compara a ti! És realmente, como disse o poeta: Olinda Holanda, olindamente linda.

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