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QUANTO VALE A VIDA?




     No dia 12 de agosto de 2000, afundou um submarino pertencente à Marinha Russa, com 118 pessoas em suas dependências. Embora o Estado russo tenha recebido solidariedade de outros países, inclusive com a possibilidade de resgatar toda tripulação ainda com vida, o governo russo “ignorou” a ajuda internacional, surgindo especulações de que a decisão em não querer ajuda, era para preservar o sigilo das pesquisas que estavam sendo desenvolvidas pelos tripulantes. Se realmente foi o motivo, é uma clara demonstração que a vida humana encontra-se em segundo plano e o poder em primeiro.
     Em 05 de novembro de 2015, ocorreu o rompimento da barragem de Fundão, localizada na cidade mineira de Mariana pertencente à empresa Vale S.A. O desastre ocorrido, até o momento, é considerado o de maior impacto ambiental da história brasileira. O quadro foi desolador, onde se tornaram vítimas, o homem, os animais e a vegetação. Tudo por conta do descaso e a ganância pelo poder. As vidas que foram ceifadas e o impacto ambiental causado são indizíveis. Quando se pensava que teria sido suficiente o que ocorrera em Mariana, para aumentar a vigilância com relação às possíveis tragédias ambientais causadas pelo homem, no dia 25 de janeiro do ano em curso, mais uma vez o Estado de Minas Gerais foi atingido por um novo desastre ambiental. Sendo o mesmo provocado pela ambição humana. O fato ocorrido em Brumadinho, até o momento, muitas famílias se quer sabem do paradeiro dos seus entes queridos. Provocando uma angústia, pois, embora se acredite não haver mais possibilidade de encontrar algum ser humano com vida, seus parentes querem ter a oportunidade de sepultá-los.
     Vale salientar, o trabalho incansável principalmente dos briosos componentes do Corpo de Bombeiros. Arriscando suas vidas, no intuito de pelo menos, aliviar a dor daqueles que esperam por notícias dos desaparecidos.
     O sinistro ocorrido em Brumadinho serve para demonstrar que a luta pelo poder, para muitos tem mais valor que a vida do seu semelhante.

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