No dia 23 de maio
de 2013, o Clube Náutico Capibaribe enfrentou o Sporting Lisboa em uma partida
amistosa na Arena Pernambuco. Atualmente chamada de Arena de Pernambuco, mas há
quem chame de Arena dos Problemas. Deixando as terminologias para lá, naquele
dia festivo, fiz questão de comparecer ao novo palco do futebol pernambucano.
No dia seguinte, participei de um debate em um programa de rádio com outros
colegas. De imediato, afirmei que a chamada dos jogos do Náutico para a Arena
era algo inviável. Entre os debatedores, um deles mais exaltado, fez questão de
reverenciar a obra construída pelo governo de Pernambuco. Insisti afirmando,
que a obra era grandiosa, mas inviável para o Clube da Rosa e Silva. Na mesma
semana, escrevi um artigo para o jornal impresso (Folha de Pernambuco), cujo
título era Tiro no Pé.
Lamentavelmente,
os anos foram se passando e aos poucos foi se tornando cristalino que a opção
feita pelo Náutico não era salutar. Mergulhado em um jejum de títulos estaduais
e o rebaixamento da Série A para B e em seguida para Série C, fez despertar nos
torcedores alvirrubros de que o melhor caminho era voltar o mais rápido
possível a sua casa.
A atual diretoria
abraçou a causa de maneira obstinada e realizou o desejo da maioria dos
alvirrubros, onde no dia 16 de dezembro do corrente ano, o sonho se tornou
realidade, ou seja, o Náutico voltou de onde jamais deveria ter saído. Com o
seu retorno, estou também retornando ao Estádio, pois durante o período em que
esteve na Arena, compareci apenas três jogos. O primeiro deles já mencionei; o
segundo foi contra o Internacional e o terceiro contra o Fluminense. Naquela
oportunidade disse às pessoas que estavam comigo o seguinte: “Se algum dia o
Náutico voltar a jogar no Eládio Barros Carvalho, irei com o maior prazer, mas
aqui não venho nunca mais”.
O Náutico voltou e
eu também.
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