Pular para o conteúdo principal

SERÁ O ÚLTIMO?




     Depois do encarceramento do ex-presidente da República Federativa do Brasil, o Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, não falta quem diga e pense que  é o primeiro ex-presidente brasileiro a ser colocado em uma masmorra. Ocorre que ele não foi o primeiro. Será o último?
     Em tempos idos, precisamente entre 1910 – 1914, o Brasil foi governado por Hermes da Fonseca. No ano de 1922, foi acusado de conspiração em levante conhecido como a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, sendo levado ao cárcere, e posto em liberdade 6 meses depois, por causa da concessão de um habeas corpus.
     Durante à famosa Revolução de 1930, Washington Luís era presidente do Brasil. Ao ser deposto, foi preso e levado para o Forte de Copacabana no dia 24 de outubro daquele ano. Em 7 de novembro, o Governo Provisório promoveu o seu banimento, fazendo com que no dia 20 do mesmo mês, partisse juntamente com sua prole para o Continente Europeu.
     Outro ex-presidente do Brasil que passou pela prisão, foi Arthur Bernardes que governou de 1922 – 1926, sendo preso em 1932 no Estado das Minas Gerais por participar da Revolução Constitucionalista. Sendo logo em seguida exilado. Encerrando o grupo dos ex-presidentes enclausurados, o Juscelino Kubitschek, que governou de 1956 – 1961, foi preso no dia 13 de dezembro de 1968, quando na ocasião, foi levado por militares no dia em que entrou em vigor o Ato Institucional nº 5 (AI – 5). Juscelino foi detido quando saía do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
     Continuando o cenário nefasto da política nacional, é impossível prever o que poderá ocorrer, mas que há um cheiro de funebridade no ar, não se tem como negar e aumentando a probabilidade de que outros venham fazer parte da lista dos ex-presidentes que passaram um período ainda que curto, atrás das “grades”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENCONTRO DE MEGALOMANÍACOS

       Em um mundo cada vez mais globalizado, as relações internacionais se tornaram extremamente necessárias para o bom andamento entre as nações. Buscar o isolamento poderá causar sérias consequências para o bom andamento econômico. A postura adotada com relação às questões econômicas, pelo presidente da considerada maior potência mundial, acendrou a repulsa de outros governantes. Afinal, no mundo da política, geralmente, o que prevalece é o pragmatismo.      O modelo de economia hegemônica, adotado pelo presidente da terra do Tio Sam, sofre dificuldade de se manter de pé. Afinal, o mundo mudou e consequentemente os padrões de negociações internacionais também estão passando pelo processo de mudanças. Uma agenda imperialista aos moldes atuais é difícil sobreviver.      Enfim, a expectativa que fora criada com relação à participação do governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos na recente Assembleia da ONU, pel...

SINAL COLORIDO

       Depois de mais uma rodada de pesquisa divulgada com relação ao desempenho da popularidade do governo federal, percebe-se que existe claramente, uma queda vertiginosa de aceitação perante a opinião pública. Na verdade, o quadro atual, serve para acender todas as luzes do semáforo, se é que ainda se tem alguma possibilidade.       Talvez, um dos maiores adversários do governo seja o tempo. Pois, parece que cada vez em que tenta se reerguer, um novo problema aparece, e consequentemente, sobrepujando qualquer possibilidade de recuperação da popularidade. Entre os dados apresentados na mais nova pesquisa, o declínio da popularidade do governo entre os que professam o catolicismo romano, justamente no momento em que se tentava descobrir uma forma de aproximar-se com os pentecostais e neopentecostais, provavelmente, ampliou o grau de preocupação.      Havia certa apologia de que a fraca popularidade do governo est...

EM OLINDA, TUDO DO MESMO JEITO

         Durante o período das eleições municipais do ano passado (2024), tive o privilégio de participar das sabatinas promovidas pela Rádio Folha FM, com os candidatos ao cargo de prefeito, de várias cidades, dentre as quais, da cidade de Olinda. Em um dado momento, questionei,   à época, da   candidata e, atualmente prefeita se ela mesma abriria diálogo com entidades que se preocupam com patrimônio histórico local.   Na oportunidade, ouvi da candidata que o diálogo seria mantido. Confesso que fiquei estupefato, vez que, até aquele momento, em especial o Instituto Histórico de Olinda havia requerido audiência com o chefe do poder executivo municipal, mas sem ter até aquele momento, nenhuma resposta. De imediato, a candidata se mostrou solícita em querer resolver o problema, tanto é que, na disputa do segundo turno das eleições, ela fez questão de mencionar durante o programa de rádio que havia procurado saber do caso. Entretanto, a resp...