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MOVIMENTO REFORMADO

    Nascido na vila de Toggenburg, em Wildhaus, no ano de 1484, Ulrico Zuínglio é considerado ao lado de João Calvino um dos líderes do chamado Movimento Reformado. Esse movimento, tinha como base as ideias luteranas. Entretanto, foram elaborando doutrinas distintas. Por isso o nome “reformado”.
    Zuínglio fez mestrado na Basileia em 1506. Sendo logo em seguida ordenado padre da paróquia de Glarus, na Suíça. Seu sacerdócio durou cerca de dez anos, onde nutriu interesse em estudar a Bíblia e os chamados pais da Igreja. Seus primeiros embates não foram por questões religiosas, mas política. Envolveu-se em um embate com alguns magistrados de Glarus. Segundo ele, a violência proveniente das guerras e a exploração econômica, não eram compatíveis com a conduta cristã. Por conta disso, Zuínglio foi transferido de Glarus, sendo nomeado capelão militar em Einsiedelen, mas suas pregações o levaram a se tornar sacerdote na Catedral de Zurique, em 1518.
     Os conflitos que viveu por questões sexuais, o levou ao tálamo sem a permissão da Igreja, passando a liderar um movimento, com a participação de dez sacerdotes que juntos redigiram um memorando ao Bispo de Constança, para que fosse permitido o casamento para os sacerdotes. Sendo o pedido negado. Mas o que alavancou Zuínglio como um dos reformadores, foi o famoso “caso das salsichas”. Em 1522, no período da Quaresma, Zuínglio se encontrava na residência de um homem que exercia a profissão de impressor. Esse homem estava preparando uma publicação das Cartas do apóstolo Paulo. Durante a refeição, o impressor serviu aos funcionários salsichas. A Atitude daquele homem, foi encarada como uma afronta em não comer carne durante o período da Quaresma. O Conselho prendeu o impressor, mas não prendeu Zuínglio, que transformou o problema em um debate público, onde no dia 23 de março de 1522, pregou um sermão relatando acerca da liberdade em se escolher os alimentos, pois a  Bíblia não proíbe comer carne durante a Quaresma. Vale salientar que até aquele momento, diz Timothy George, “ninguém pregou o conceito de somente Cristo mais vigorosamente do que ele.



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