No modelo atual de
sociedade, identificar traços de um governo totalitário, talvez seja algo
difícil. Nem por isso, devemos nos esquivar, pois a palavra democracia se
tornou algo natural, tanto é que, por mais que um governo esteja atrelado a uma
agenda repressiva, costuma-se apresentar como um democrata. Seguindo a teoria
platônica, se torna mais fácil entender, já que o ateniense dizia que ela era a
mais bela forma de tirania que o homem inventou. Seu principal aluno
(Aristóteles), afirmou que a mesma cria uma falsa ideia de que todos são
iguais. Não é por acaso que se diz o seguinte: manda quem pode e obedece quem
tem juízo. Em um Estado totalitário, até quem não tem juízo, obedece.
Uma das características
de um governante totalitário é não saber conviver com o contraditório, fazendo
com que qualquer tipo de manifestação que vá de encontro as suas propostas,
sejam suprimidas, até em festividades populares. O governante totalitário, não
admite que as pessoas pensem. Daí, filosofia, sociologia, história ou qualquer
outra ligação ao mundo das ciências humanas, não são bem vindas. O lema é: para
que o povo pensar? Outra característica de um governante totalitário é sempre
quando acontece algo de negativo em sua administração, a atitude do líder-mor é
fugir a responsabilidade que lhe compete e de imediato atribuir a outrem. Mas
como diria certo pensador, a maior fraqueza do homem é atribuir sua
responsabilidade ao outro.
Os anos se passam,
mas a tirania continua, causando malefício e aterrorizando o povo.
Recentemente, a Associação Psiquiátrica dos Estados Unidos (DPN), elencou o que
podemos esperar de pessoas assim. Dentre tantas, concluíram que são fixadas
pelo poder e sucesso, além da megalomania aguçada.
Quando morrem,
deixam seus asseclas ou familiares atônitos, pois a única coisa que sabem fazer
é promover o continuísmo do que há de mais horrendo em uma sociedade.
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