Durante um bom
tempo todos os clássicos de futebol realizados em Pernambuco eram levados para
o Estádio José do Rêgo Maciel. Como se não bastasse, havia as famosas rodadas
duplas, onde aconteciam duas partidas de futebol com a presença das quatro
maiores torcidas do Estado em um único dia e no mesmo estádio, ou seja,
realizavam-se duas partidas de futebol no domingo à tarde. Atualmente, isso é
algo totalmente impossível, chega a soar de maneira esdrúxula, já que dia de
clássico é sinônimo de terror.
Naquela época, a
rivalidade entre os clubes era bastante acirrada, nem por isso havia um
comportamento de estado hobbesiano por parte dos torcedores. As chamadas
torcidas organizadas andam promovendo um verdadeiro estrupo social, onde o que
se assista é uma barbárie no seio da chamada sociedade pós-moderna. Tentar entender esse pandemônio nos leva a uma
velha temática antropológica. Afinal, o que conduz alguém comportasse assim?
Alguns defendem que o motivo está atrelado a natureza perversa que se faz
presente no homem, há outros que advogam que o problema é exclusivamente
causado por fenômenos sociais, onde a exclusão seria o principal deles. Fatos
como o que ocorreu na partida entre Boca Junior e River Plate merecem uma
análise mais acendrada e mesmo assim, encontrar uma resposta satisfatória nem
mesmo Freud. Talvez o mestre Nélson Hungria seja quem melhor explique, ao
afirmar que não deveríamos tentar entender a mente humana, pois o crime está no
calcanhar de todos nós. Mesmo assim, algo deve ser adotado para tolher a
selvageria dentro e fora dos estádios em especial aqui no Brasil, já que até o
momento, as medidas que foram adotadas não lograram êxito.
P.S. A palavra é estrupro e não estupro.
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