Nasci na cidade de
Vitória de Santo Antão, e quando criança vinha com freqüência ao Recife
principalmente nos finais de semana. Naquela época, os trens funcionavam em
abundância ao ponto que geralmente por pedido meu, vínhamos pela ferrovia.
Achava o percurso maravilhoso, embora obrigatoriamente tínhamos que sair de madrugada para que por
volta das sete horas estivéssemos na Estação Central do Recife. Como sempre, o
centro da capital pernambucana era um verdadeiro pandemônio, mas não havia
ainda Shopping Center e as vendas do comércio eram centralizadas nas principais
ruas do centro.
Ao término de cada
ano, as lojas costumavam ter uma bela ornamentação para as festividades.
Lembro-me de um grande e famoso Papai Noel que ficava na loja Viana Leal. Além
dela, a Lobras, Mesbla e Slope, eram as mais freqüentadas pelos consumidores. O
centro da cidade era o local das grandes compras. O tempo Foi passando e o
Recife foi mudando. É bem verdade que ocorreram avanços significativos, mas o
cenário atual é algo degradante. Ruas escuras, proliferação de buracos, as
velhas galerias entupidas, insegurança e as famosas obras inacabadas apontam o
quadro atual que vive a terra de Joaquim Nabuco.
O fato é que
Recife possui um potencial inobliterável, que quase não é aproveitado,
deixando-a muitas vezes a mercê de alguma elucubração administrativa. Quem anda
por outras capitais, reconhece o potencial que ela tem, pois se destaca entre
as demais, entretanto, toda essa pujança não tem sido suficiente para alavancar
a cidade.
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