Nascido na índia por
volta do século II a. C., o bramanismo é uma filosofia religiosa que defende a
metempsicose, podendo a mesma ocorrer até em animais. Não por acaso, que o
mestre Pitágoras ao ser influenciado por esse pensamento, conta-se que certa
feita, ao ouvir os gemidos de um cachorro que estava sendo espancado na rua fez
a seguinte afirmativa: param de espancá-lo estou conhecendo pelos gemidos que é
um amigo meu.
A teoria da metempsicose ganhou força no
mundo antigo, tanto é que Sócrates e Platão eram adeptos da anamnese, onde
através dela se dava o conhecimento.
O recente acidente
que vitimou o dublê de cantor Cristiano Araújo deu a imprensa nacional pauta
por alguns dias. Fruto do misticismo que se faz presente em boa parte do povo brasileiro,
em pouco tempo já surgiu alguém dizendo que “falou” com o falecido. Algo
inusitado é como os artistas brasileiros “gostam de se comunicarem” depois de
morto. Segundo os relatos, o fato ocorreu com os Mamonas Assassinas, Cássia Eller,
João Paulo, Cazuza, Chorão e tantos outros. A metempsicose se faz presente na
trajetória dos artistas brasileiros. Diferente do que ocorre em Pindorama,
nunca vi relato de que Jime Hendrix, Bob Marley, Peter Tosh, John Lennon,
George Harrison, Frank Sinatra, Michael Jackson, Elvis Presley e tantos outros
grandes nomes internacionais tenha ocorrido algum tipo de “diálogo” depois do
falecimento. Talvez seja necessário ter um conhecimento mais aguçado da
teologia, ou quiçá, revisitar o pensamento feurbachiano para tentar entender o
(s) motivo (s) da construção da religiosidade brasileira.
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